O que dizem os seus pulsos?

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Muitos dos meus pacientes têm curiosidade quanto aquilo que dizem os seus pulsos e eu explico que ao contrário da medicina convencional que utiliza análises ao sangue e exames imagiológicos, a medicina chinesa procura por sintomas específicos e observa sinais presentes no pulso e na língua para fazer o diagnóstico.

Todos nós já sentimos o pulso, em regra para contar as pulsações, mas para um terapeuta, há muito mais para além do ritmo cardíaco na artéria radial, como a força, a profundidade ou a largura.

Além destes parâmetros, há ainda a posição específica de cada órgão, que nos permite dizer onde está localizado o problema e quais os sintomas que poderão estar relacionados e por consequência quais os melhores pontos de acupunctura para o tratamento.

Apesar do diagnóstico ser como um puzzle que só faz sentido quando se juntam todas as peças (leia-se todos os sinais e sintomas), há características do pulso que nos indicam quais os desequilíbrios energéticos presentes no corpo.

Assim, se o pulso for rápido, forte, superficial e cheio é sinal de calor que pode andar a par com olhos vermelhos, garganta seca, sede, dor de cabeça, sensação de calor, afrontamentos, azia, obstipação ou ardor ao urinar. Se o pulso for lento, fraco, profundo e fino é sinal de frio e/ou de deficiência (de energia, sangue ou yang)  que pode ser sinónimo de cansaço frequente, problemas de memória, digestão lenta, diarreia, sensação de frio constante, falta de força muscular ou edema. Já se estiver tenso indica estagnação que pode provocar irritabilidade, tremores nas pálpebras ou má circulação e se der a sensação de pérolas a passar debaixo dos dedos indica humidade-mucosidade que se traduz em sensação de caroço na garganta, dor com sensação de peso ou celulite.

E os seus pulsos, o que dizem?
 

Filipa Ribeiro