Baby blues ou depressão pós-parto?

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Queria muito ser mãe. Desejou, planeou e finalmente engravidou. E entretanto nasceu o seu o seu bebé, o seu amor maior. Mas… não se sente tão feliz quanto achou que se iria sentir. Não se preocupe, não está sozinha.

Ter um bebé é talvez o feito mais incrível de que o corpo de uma mulher é capaz - mas é também dos mais exigentes. Há uma série de mudanças estruturais, hormonais, mentais e emocionais que acompanham esta fase que, quer queiramos, quer não, têm uma grande influência no pós-parto.

Há um período depois do bebé nascer - que varia entre uns dias e umas semanas - em que é normal a mãe sentir-se triste, irritável, com dificuldade em dormir e em comer e com uma enorme vontade de chorar - é chamada a fase dos baby blues. Afinal de contas tudo mudou e passar a viver em função de um bebé não é tarefa fácil.

Mas e quando estes sintomas não passam? E quando pioram em vez de melhorar? Nesse caso pode estar uma depressão pós-parto à espreita.

Acredito que a dada altura, na privacidade dos seus pensamentos (ou em confidência com uma ou outra amiga), todas as mulheres se perguntem “que raio fui eu fazer com a minha vida?”. Porque apesar de terem desejado muito ser mães, a mudança é radical e nem sempre fácil de aceitar.

Mas geralmente os bons momentos superam os menos bons e como me dizia uma amiga há pouco tempo “é o preço a pagar pela melhor coisa que nos acontece na vida - e vale mesmo a pena”.

O problema é quando as mães se convencem de que estão bem depois de meses (às vezes anos) a sentirem-se em baixo. Começam a achar que é normal estarem tristes, cansadas, sempre com uma lágrima a cair por coisas sem importância, irritadas com tudo e com todos, ressentidas com o bebé e com um enorme sentimento de culpa por causa disso.

Se é o seu caso, deixe-me dizer-lhe que o seu corpo lhe está a pedir ajuda.

E não, isso não significa que vai ter que se render ao anti-depressivos! Significa que precisa de equilibrar o seu organismo - a nível físico, mental e emocional - e a medicina chinesa é a melhor forma de o fazer.

Dizem que é preciso uma aldeia para educar uma criança - e com razão. Peça ajuda àqueles que a rodeiam, e se sentir que umas sestas extra, uma boa alimentação e uns desabafos com as amigas não a fazem sentir melhor, marque uma sessão de avaliação gratuita aqui para saber como a medicina chinesa pode ajudá-la.
 

Filipa Ribeiro